Distrito de Viana do Castelo em 360º

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Divisão Administrativa

Distrito de Viana - Mapa
  • Caracteristicas

    Distrito de Viana do Castelo fica na ponta NW de Portugal, entre os rios Minho e Lima. Tem uma população de 250 mil habitantes e uma área de 2255 km2, com uma densidade de 111 Hab./Km2. 35% desta população vive no concelho de Viana do Castelo com uma densidade de 278 Hab./Km2

  • História das actividades económicas

    Época moderna minhota
    A partir dos finais do séc. XV devido às ideias do poder real, absoluto e central, e à expansão marítima e os seus monopólios ligados ao rei, acentua-se a centralização do país em Lisboa. A região minhota é designada por Além-Douro, como um território longinquo face à administração régia de Lisboa. Com a ocupação Filipina, acentua-se mais esta marginalização. O Minho perde o relevo político que teve na idade média. Só depois do séc. XVIII, é que esta provincia começa a interessar ao poder central, devido ao seu crescimento económico e industrial, e às correntes de opinião política viverem-se intensamente nesta região.
    Durante os séculos XVI os portos atlanticos desta região adquirem relevância, pelo comércio e pelos seus estaleiros, relacionados com a abundancia de madeira local, do linho para o velame e cabos de corda, e principalmente o dinamismo dos empresários locais. Fão, Viana e Caminha são exemplo deste ciclo. Existe um surto económico, que implica na evolução das as artes de pesca ; é nesta época que se dá uma maior procura do pescado, e se vulgariza o consumo do Bacalhau seco, e da sardinha.
    A pecuária era a principal fonte de riqueza. Nas zonas de serra seriam as cabras e ouvelhas, e em toda a região os porcos, que andavam soltos pelas ruas das aldeias. O Minho cuidava principalmente da engorda de bovídeos. Os bois eram simultaneamenteo motor de todo o trabalho agrícola. A casa agrícola era defenida não só pelos carros de milho que produziam, como pelas juntas de bois que alimentavam, que significavam a capacidade de adubar e cuidar das suas terras. Os carros de bois eram enfeitados e usados nos festejos e romarias locais. Vender ou comprar uma junta de Bois seria na época o equivalente a trocar de tractor nos dias de hoje.
    Durante os séculos XVIII e XIX a criação de bovinos foi actividade lucrativa, pois destinava-se à exportação para os países do norte da europa, o que trouxe riqueza à região, patente nas confrarias , Igrejas, os paços, as casas e os ouros. Só no final do séc. XIX com a descoberta das câmaras frigorificas que permitem transportar carne de qualidade desde outros continentes a baixos custos, é que se dá o declíneo desta actividade.

  • História social comum Minho-Galiza

    Cultura castreja

    As terras do Noroeste Peninsular possuíram traços de cultura comum durante milénios. Em quase toda a área geográfica estendeu-se a cultura megalítica que foi seguida pela chamada cultura do vaso campaniforme. O noroeste peninsular é uma região onde o céltico deixa de ser o específico céltico, para ser uma outra cultura muito própria, de qual os castros são exemplo acabado. Conhecem-se restos de mais de cinco mil, alguns escavados, como Carvalhelhos, Briteiros e Sobroso em Portugal, ou Sta. Trega, Baroña, Castromao e Viladonga, na Galiza.

    Romanos

    Mas mais do que o tema linguístico, de si próprio importante, foi a confluência de povos e de culturas que se deixou plasmar por uma organização social impostos pelas limitações económicas e ecológicas da região. Esta Gallaecia criada pelos romanos, abrangia as terras da Galiza, do Norte de Portugal, das Astúrias e Leão, contando com cidades como Lucus Augusti (Lugo) na actual Galiza, Brácara Augusta (Braga) no Norte de Portugal, e Astúrica Augusta (Astorga) em Leão.

    Muçulmanos

    A desorganização do império romano, a nunca consolidada ocupação muçulmana -região considerada pelos berberes pobre e sem interesse de tal forma que abandonaram as suas posições fortificadas e nunca mais as ocuparam- fizeram com que esta região do noroeste peninsular perdesse as relações com centros administrativos estáveis, e desse origem a comunidades rurais regressando a práticas arcaicas de subsistência

    Caminho de Santiago

    Os vínculos com a Europa cristã reforçaram-se, também, com a descoberta do sepulcro atribuído ao Apóstolo Santiago, em Compostela a partir de começos do século IX, fenómeno que perdura nos séculos seguintes e que implica uma estreita relação com outros povos europeus situados além dos Pirinéus, o que reflectirá em lendas da tradição oral, nomeadamente nos romances.

    Condado Portucalense

    Apesar dos ligeiros matizes locais, a unidade cultural e política representada pela velha Gallaecia é um facto até ao século XII. A partir desta data começa uma lenta, mas contínua, divergência de base política entre as terras situadas ao Norte e ao Sul do Minho.
    Enquanto que a Galiza, quer dizer, a parte setentrional do conjunto, fica submetida à monarquia leonesa-castelhana, Portugal constitui-se como reino independente, sob o monarca Afonso Henriques e os seus sucessores, produzindo-se, ainda por cima, uma deslocação dos centros de poder em direcção ao Sul, Coimbra e Lisboa.



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