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    PORTUGAL EM 360º - MELGAÇO

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    MELGAÇO - CASTELO

MELGAÇO Panoramicas 360º

O povoamento desta região perde-se nos tempos, tendo por aqui passado muitos povos. O vasto património arqueológico de Castro Laboreiro - os dólmenes, as gravuras rupestres, os núcleos castrejos, as pontes celtas e romanas - demonstra claramente a presença humana desde os tempos da pré-história. Numa pequena aldeia serrana de Castro Laboreiro, localizada a 950 metros de altitude, podem observar-se alguns exemplos da arquitectura popular, dando-se especial destaque à chamada ponte céltica de Portos. Melgaço foi durante toda a Idade Média um ponto avançado de defesa estratégica. Em 1170, D. Afonso Henriques levou a cabo o povoamento da vila e a reconstrução do castelo. No tempo de D. Dinis, e a seu mando, a povoação foi protegida por um cinta de muralhas que mais tarde D. Afonso III reforçou. Desta construção restam ainda duas portas, alguns panos de muralha e a torre de menagem do castelo, do tempo da fundação da nacionalidade. Construído em 1170, por ordem de D. Afonso Henriques, o castelo apresenta uma planta circular, pouco vulgar em Portugal. Três torreões tinham a missão de defender a fortaleza, coroada por uma central torre de menagem com varandim, à qual muito dificilmente o inimigo acedia. O castelo está compartimentado em três pátios e tem duas portas de diferentes dimensões. A maior abre-se sobre um pátio com cisterna, dando acesso ao que poderá ser a alcaidaria e a outra é, claramente, uma porta secundária. A cerca que protegia a vila, e da qual ainda subsistem alguns panos, foi construída em 1263 por D. Afonso III. Do património de Melgaço, também fazem também parte a Igreja Matriz, românica, dedicada a Santa Maria da Porta, com origem provável no século XIII; a Igreja da Misericórdia com uma lindíssima galilé; o castro de Melgaço e já fora de portas a antiquíssima Igreja de Nossa Senhora de Orada, de construção românica. Ainda dentro do concelho, destaca-se a Igreja românica de Paderne, datada do século XII.


Planta de Valença Manuel Villalobos

Cerveira, Valença, Monção e Melgaço são quatro vilas portuguesas que partilham diversos aspectos, quer em termos geográficos e históricos, quer em termos económicos e culturais. Estas quatro vilas portuguesas são sedes de concelho e situam-se no distrito de Viana do Castelo, na região do Minho, na margem esquerda do rio Minho, fronteira natural que as separa da Galiza. Sendo vilas fronteiriças, desenvolveram-se em torno das suas muralhas, que as protegiam dos ataques inimigos. Com efeito, todas elas foram muralhadas entre o séc. XII e XIV, fazendo parte da linha defensiva do Alto Minho no trecho compreendido entre a foz do rio Minho, ao nível de Caminha e Melgaço.

A vila de Melgaço possui cerca de 1.300 habitantes. É sede de um concelho com 239,04 km² de área e 9.739 habitantes (2004), subdividido em 18 freguesias. O município é limitado a norte e leste pela Espanha, a sudoeste pelo município de Arcos de Valdevez, e a oeste por Monção. É o concelho mais setentrional do país.
O concelho de Melgaço apresenta características geográficas bem distintas, resultantes da variação da altitude e do relevo que contribuem para as diferentes feições climáticas, ora de influência atlântica, ora continental. Estes factores físicos condicionaram de forma mais ou menos evidente a ocupação do território, originando duas áreas com características distintas. Uma, sob a influência do rio Minho, aparece-nos quase como o prolongamento geográfico de Monção, com os seus campos intensamente trabalhados, cultivados de vinhas e outras culturas de subsistência. A outra, com um relevo mais montanhoso e um clima mais agreste, estende-se desde a freguesia de Fiães a Castro Laboreiro, integrando parte do Parque Nacional da Peneda Gerês. A sua ocupação prende-se com as formas tradicionais de criação de gado, com a transumância, que não permite muito mais do que uma vida difícil e sujeita às condições do meio.

Uma área que se estendia entre o rio Lima e a baía de Vigo seria habitada pelo povo dos Gróvios durante os últimos dois séculos antes de Cristo. Eram de raiz celtica, e deixaram marcas na toponomía galega ; Serra da Grova e a peninsula da Grova de Pontevedra. Sua capital seria em Tuy. Viviam em locais de preferencia elevados, em habitações redondas ou elípticas, com muros de proteção contra o inimigo tribal. Cultivavam o centeio e alimentavam-se da bolota torrada, que esmagavam em moinhos manuais de pedra. A organização social destas comunidades parecia assentar, basicamente no núcleo familiar, provavelmente amplo, incluindo descendentes, respectivas categorias e sua prole, constituindo células familiares deste tipo, formando-se, assim, uma unidade familiar vasta.
A antiga estrada militar Romana entre Braga e Astorga (Via Quarta do XIX Itinerário de Antonino Pio de caracala) passaria neste concelho, existindo 2 marcos miliários; um no lugar do Cais/Arinhos e outro em S.Pedro da Torre.
Existia outra estrada, comercial, destinada por "loca maritima",porque, desenvolve-se inicialmente pela orla marítima, subia pela margem esquerda do Minho, e atravessava em Tui, seguia por La Guardia, Ria de Vigo, Pontevedra seguia para Lugo.Estas estradas constituíam estrategicamente, uma via de penetração muito importante, sendo que alguns autores defendem a sua importância no desenvolvimento de uma fortificação.



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