MONÇÃO Capital do Alvarinho

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Portas de Salvaterra
Monção

Lendas de Monção

O concelho é rico em lendas e tradições, lembrando os longos cercos à praça-forte, perpetrados por espanhóis e franceses e contrariados por valentes e corajosas mulheres, deixando nomes para a História ou para histórias, como Helena Peres ou Deu-la-deu Martins. Ficaram célebres pela sua tenacidade e resistência na luta contra os invasores, encorajando os homens ou pegando elas mesmas em armas. Da cultura de Monção faz também parte a Coca. Perde-se nos tempos a celebração desta tradição. No dia do Corpo de Deus, encena-se na praça de Deu-la-deu o curioso combate entre São Jorge e o Dragão - a Coca. Este combate, entre o Bem (São Jorge) e o Mal (a Coca), termina naturalmente com a vitória do Bem, para o agrado de uma sempre numerosa assistência. Além desta festa, realiza-se a Romaria da Senhora da Cabeça, na terça-feira de Páscoa e as Festas Concelhias em honra da Senhora das Dores, no quarto domingo de Agosto.
A tecelagem de linho com os seus bordados, a latoaria, o fabrico de cera, a cestaria e a tamancaria são as principais actividades artesanais da região.
Em termos gastrómicos, Monção oferece pratos como: Lampreia à moda de Monção, Cabrito de Arroz de Alguidar, Salmão do Rio Minho, Barrigas de Freira, Rosquilhas e Papudos.

Fortaleza de Monção

A fortificação com baluartes, de Monção, a sua edificação data do período da Guerra da Restauração (1640-1668) e o projecto foi igualmente estabelecido pelo engenheiro francês Michel Lescolle.
A margem esquerda do rio Minho, pontuada aqui e além por defesas regulares, transformou-se ao longo do séc. XVII e inicios do séc. XVIII numa linha estratégica de contenção e de dissuasão dos avanços militares que pudessem acorrer da parte da Galiza. Monção foi um destes bastiões orientados de detenção, cujo papel nas Guerras da Restauração constituía, auxiliado por fortins secundários, o contraponto ábvio à praça militar de Salvaterra da Galiza.

Monção vila de fronteira

Monção, Melgaço, Valença, e V.N. de Cerveira são quatro vilas portuguesas que partilham diversos aspectos, quer em termos geográficos e históricos, quer em termos económicos e culturais. Estas quatro vilas portuguesas são sedes de concelho e situam-se no distrito de Viana do Castelo, na região do Minho, na margem esquerda do rio Minho, fronteira natural que as separa da Galiza. Sendo vilas fronteiriças, desenvolveram-se em torno das suas muralhas, que as protegiam dos ataques inimigos. Com efeito, todas elas foram muralhadas entre o séc. XII e XIV, fazendo parte da linha defensiva do Alto Minho no trecho compreendido entre a foz do rio Minho, ao nível de Caminha e Melgaço. No que respeita a economia, é necessário destacar, como característica deste concelho, a destilação de aguardente vínica. Extensas áreas com abundantes pontos interesse e sítios panorâmicos como, os montes da Assunção, da Senhora da Graça, da Senhora da Vista, o circuito das estradas florestais ou as antigas casa de pedra e colmo de Santo António de Vale de Poldros, constituem a atracção turística da região, à qual se acrescenta o Parque das Termas.

Património de Monção

Monção teve carta de foral de D. Afonso III datada de 12 de Março de 1261. Em termos religiosos, a abadia de Monção pertencia ao bispado de Tuy. Só em 1308 é que foi cedida a D. Dinis, que a entregou à guarda dos Templários.
Do seu património, destacam-se as muralhas medievais de Monção. Foram construídas no tempo de D. Dinis (1305 a 1308), restando apenas um trecho junto ao passeio dos Néris. As actuais muralhas resultam de uma modificação ocorrida no começo do século XVIII. É ainda de salientar duas portas do velho castelo; a Igreja Matriz, de origem romana, ladeada por uma torre com coroamento setecentista; a Igreja da Misericórdia, monumento barroco do século XVIII e a Capela de São Francisco, junto ao Convento dos Capuchos. Monção possui um significativo conjunto de casas brasonadas e apalaçadas edificadas durante o século XVIII e XIX, das quais se destaca o sumptuoso Palácio da Brejoeira situado na freguesia de Pinheiros. Foi construído no final do séc. XVIII, demorou 28 anos a concluir e as obras prolongaram-se até 1834. Rodeado de uma frondosa mata e encantadores jardins com magnólias e japoneiras, a construção foi iniciada por Luís Pereira Velho de Moscoso. Actualmente é propriedade de D. Maria Hermínia Silva d'Oliveira Paes. Não se conhecem provas evidentes de identificação do arquitecto, mas o palácio tem sido atribuído a Carlos Amarante, nessa altura um dos mais importantes arquitectos no norte de Portugal. O palácio, em estilo neo-clássico, apresenta quatro fachadas limitadas por quatro torreões e no seu interior encontram-se faustosos salões com valiosas pinturas e frescos e distinta decoração, e uma esplêndida capela. Foi no Palácio da Brejoeira que, em 1950, Oliveira Salazar se encontrou com o chefe do Governo espanhol, General Franco. Desde 1977 é produzido nos terrenos do palácio o vinho Alvarinho “Palácio da Brejoeira”, para além da aguardente bagaceira.


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