VILA NOVA DE CERVEIRA Panoramicas 360º

  • V.N.de Cerveira

    VILA NOVA DE CERVEIRA - 360º & VIDEO

  • V.N.Cerveira
  • V.N.Cerveira
  • V.N.Cerveira

Antecedentes

A origem do nome Cerveira tem duas possíveis explicações: há autores que defendem que poderá derivar de uma grande colónia de cervos que existia na região e outros que afirmam que provém do seu primeiro senhor, João Nunes de Cerveira, que teve solar por estes sítios no tempo do rei D. Sancho I.
O território que corresponde ao actual concelho de Cerveira foi habitado desde tempos bastante remotos, contudo não é fácil determinar-se com exactidão qual a origem do burgo inicial. No entanto, parece certo que o povoamento desta região remonte ao período Mesolítico, ou seja, entre o 8o e o 5o milénio a.C.. A informação mais antiga sobre a sua defesa data do reinado de D. Sancho II e acredita-se que, nessa época, o castelo seria apenas uma torre defensiva.

Guerra da Restauração

Durante a guerra da Restauração, em 1643, a povoação resistiu vitoriosa, sob o comando de Manuel de Souza Abreu, aos ataques das tropas espanholas, feito que repetiu mais tarde, no contexto da Guerra Peninsular, quando impediu que as tropas napoleónicas, sob o comando do general Soult (1809), atravessassem o rio, forçando-as a contorná-lo. Datam da segunda metade do século XVII as melhorias que se impuseram à defesa, devido aos acontecimentos de 1643 e do crescimento da vila. Esta modernização, levada a cabo entre 1660 e 1665, compreendeu a construção de cinco baluartes salientes, adaptados ao tiro de artilharia, complementados por muralhamentos intermediários e fossos cobrindo o perímetro urbano. Durante o século XIX, o crescimento da vila levou à absorção das suas defesas. Uma das perdas mais expressivas foi a da torre de menagem, parcialmente destruída em 1844, ao qual se seguiu a muralha norte.

Planta de Vila Nova de Cerveira

Cerveira, Valença, Monção e Melgaço são quatro vilas portuguesas que partilham diversos aspectos, quer em termos geográficos e históricos, quer em termos económicos e culturais. Estas quatro vilas portuguesas são sedes de concelho e situam-se no distrito de Viana do Castelo, na região do Minho, na margem esquerda do rio Minho, fronteira natural que as separa da Galiza. Sendo vilas fronteiriças, desenvolveram-se em torno das suas muralhas, que as protegiam dos ataques inimigos. Com efeito, todas elas foram muralhadas entre o séc. XII e XIV, fazendo parte da linha defensiva do Alto Minho no trecho compreendido entre a foz do rio Minho, ao nível de Caminha e Melgaço.

Idade Média

D. Dinis visando alargar o povoamento da região, tentou atrair casais para Cerveira (1317), concedendo-lhe a Carta de Foral que a transformava em vila (Vila Nova de Cerveira). Datam desse período a melhoria e ampliação do castelo. D. Afonso V recompensou os feitos de D. Leonel de Lima, nas campanhas do Norte de África, atribuindo-lhe o título de 1º visconde de Vila Nova de Cerveira (1476) e a posse da vila. Este senhor procedeu ao reforço dos pontos defensivos. D. Manuel I concede à vila novo foral em 1512.
Entre o património monumental deste concelho, o castelo é o mais importante. Apresenta planta com a forma ovalada, típica do estilo gótico, com muralhas em aparelho de pedra coroadas por ameias, percorridas por adarve, reforçadas por oito cubelos de planta quadrangular, destacando-se os restos de um dos antigos matacães e os vestígios da antiga torre de menagem. O castelo é acedido por duas portas ligadas entre si por um arruamento (a Rua Direita): a elegante porta da barbacã (Porta da Vila) em arco ogival, encimada pelo escudo de armas de D. Dinis, a Sul, comunicando com o terreiro da feira e a Porta da Traição, simples postigo, a Norte, comunicando com a margem do rio. No seu interior erguem-se os edifícios da Casa da Câmara (reedificada em 1598 e modificada em 1768) e Cadeia; o pelourinho do século XVI (1547); a Igreja da Misericórdia do séc. XVIII, com portal historiado, algumas talhas de valor e boas imagens, algumas do séc. XV; os quartéis, paióis e a cisterna. Na entrada principal da barbacã, encontra-se a Capela de Nossa Senhora da Ajuda erguida em 1650, cujo interior está coberto por tecto apainelado com pinturas alegóricas à padroeira (Nossa Senhora da Glória) e possui um interessante retábulo coberto de azulejos tipo tapete do séc. XVII. Na vila, para além de um bom conjunto de casas do séc. XVII e XVIII, sobressaem o Solar dos Castros, do séc. XVIII, do tipo urbano, com dois pisos, que domina uma pequena praça no centro histórico do burgo antigo e a Casa da Praça, solarenga e brasonada. No cimo do monte Senhora da Encarnação encontra-se a famosa escultura do Cervo de José Rodrigues (autor da Praça do Cubo na Ribeira do Porto) que aqui possui residência. Também é possível visitar o Aquamuseu, que consiste num conjunto de aquários e que está ordenado de forma a permitir uma viagem ao longo de todo o rio Minho.




My Image
My Image