SANTUÁRIO DE SANTA LUZIA 1896-1910 | 1925-1943


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O Templo-monumento constitui um dos pólos de atração de Viana do Castelo e da Estância de Santa Luzia sobranceira à cidade. Edificado no inicio do séc. XX (aberto ao culto em 22 Agosto de 1926, mas só terminado em 1943) um bom modelo de arquitectura revivalista eclética, muito em voga na segunda metade do séc. XIX transição para XX. Obra de mestres vianenses, inclui o risco do arquitecto Ventura Terra e o hábil cinzel de Emídio Lima, sendo director da obra Miguel Nogueira, discípulo de Ventura Terra. Igreja majestosa, de planta centralizada, de inspiração bizantina, com a forma de um quadrado de 22m de largo. Internamente inscreve-se numa cruz grega. Nave única com o altar mor a norte e dois altares laterais a ocuparem cada um dos braços da cruz. A sacristia e zonas de apoio circundam a capela mor em forma de semi-circulo. O semi-circulo de grande diámetro é um dos elementos geométricos mais usados nesta época, e no caso de Ventura Terra, marcante na geometria espacial deste templo-monumento, e no edificio da assembleia da república em Lisboa.


Existia no local uma capela medieval inicialmente dedicada a Santa Águeda foi reconstruída em 1664. Em 1712 a comissão de Nª Srª da Abadia, manda reedificar a capela, com ampliação da capela-mor e uma sacristia. Foi-lhe adicionado um altar lateral dedicado a Santa Luzia. Com o crescimento do culto a Santa Luzia, os devotos mudaram a sua imagem para o altar-mor, passando esta a ser a padroeira.
A capela seria de modestas dimensões, de planta longitudinal com nave única, e com a imagem de Santa Luzia inserida num retábulo na capela-mor. Este retábulo possivelmente acolheria ainda as imagens da Senhora da Abadia, da Nossa Senhora da Conceição e do Senhor da Cana Verde. A capela, no seu interior, seria total ou parcialmente forrada por azulejaria, que seria de excelente qualidade datada de 1701

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